FACULDADE MUNICIPAL DE PALHOÇA
MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE ALGUNS GÊNEROS ACADÊMICOS: RESUMO, RESENHA, FICHAMENTO, RELATÓRIO, SEMINÁRIO E ARTIGO CIENTÍFICO*. Vol. 1
Profª Drª Luzinete Carpin Niedzieluk
PALHOÇA - SC 20XX
FACULDADE MUNICIPAL DE PALHOÇA
MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE ALGUNS GÊNEROS ACADÊMICOS: RESUMO, RESENHA, FICHAMENTO, RELATÓRIO, SEMINÁRIO E ARTIGO CIENTÍFICO*. Vol.1
Elaboração Profª Drª LUZINETE CARPIN NIEDZIELUK
Revisão Final Profª Ms. Angelita Pereira
PALHOÇA - SC 2008(REVISADO EM 2010)
FACULDADE MUNICIPAL DE PALHOÇA - FMP
Profª Drª Luzinete Carpin Niedzieluk Elaboração
Profª Ms. Adriana Giacomini Diretora executiva da FMP
Profª Ms. Angelita Pereira Diretora acadêmica
Profª Maria do Carmo R. Hillesheim Diretora administrativa
PALHOÇA - SC 20XX
“A tarefa não é contemplar o que ninguém ainda contemplou, mas meditar, como ainda ninguém meditou, sobre o que todo mundo tem diante dos olhos” (SCHOPENHAUER).
APRESENTAÇÃO
Temos observado as dificuldades dos alunos recém-ingressantes nas faculdades, e em especial, na FMP em alguns gêneros científicos-acadêmicos, como por exemplo, trabalho acadêmico, resumo, resenha, fichamento, relatório, seminário e outros mais, que são necessários ao seu dia-a-dia na instituição. Assim, resolvemos elaborar um instrumento normatizador da organização composicional e do estilo desses gêneros, isto é, como elaborá-los? Seguimos as normas da ABNT e da literatura autorizada, utilizando alguns autores como Severino (2002) Bakhtin (1999; 2002); Parra Filho e Santos (2003) etc. Na verdade, o propósito deste “manual-guia” é indicar as normas e fornecer elementos para que os acadêmicos possam organizar e padronizar suas pesquisas com clareza, objetividade e precisão, pois entendo que o aluno precisa adotar uma postura científico-acadêmica, rejeitando aquilo que ainda não está publicado na literatura autorizada. O “manual-guia” deve ser instrumento de grande auxílio na elaboração de alguns gêneros acadêmicos. Assim, espero que com este texto o que se mostrava complexo pareça mais simples para os alunos. Ele está dividido em trabalhos científicos (elementos pré-textuais, elementos textuais/discursivos, elementos de apoio ao texto e elementos pós-textuais) nos seguintes gêneros: resumos, resenhas, fichamentos, relatórios, seminários e artigo científico-acadêmico. Dedico este “manual-guia” aos alunos do curso de Administração e de Pedagogia da FMP. Foi gratificante elaborá-lo, pois atingirá muitos leitores e também acredito que receberá muitas contribuições para o seu aperfeiçoamento. Profª Drª Luzinete Carpin Niedzieluk e-mail: luz_carpin@yahoo.com.br
SUMÁRIO
Folha de rosto ............................................................................ 2 Epígrafe..................................................................................... 4 Apresentação ............................................................................. 5 Introdução ................................................................................ 10 1. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO CIENTÍFICO ................ 11 1.1 ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS .......................................... 12 1.1.1 Capa ............................................................................... 12 1.1.1.1 Modelo de capa ......................................................... 13 1.1.2 Folha de rosto .................................................................. 14 1.1.2.1 Modelo de folha de rosto ............................................... 15 1.1.3 Sumário ............................................................................ 16 1.1.3.1 Modelo de sumário ........................................................ 16 1.1.4 Lista de ilustrações, siglas, símbolos ou abreviaturas ............................................................................... 17 1.1.4.1 Modelo de lista de ilustrações ....................................... 17 1.1.4.2 Modelo de lista de símbolos........................................... 18 1.1.5 Resumo ............................................................................ 18 1.1.5.1 Modelo de resumo ......................................................... 18 2. ELEMENTOS TEXTUAIS/DISCURSIVOS ............................ 19 2.1 TEXTO ................................................................................. 19 2.1.1 ELEMENTOS DE APOIO AO TEXTO .............................. 20 2.1.1.2 Citações.......................................................................... 20 2.1.1.3 Discurso direto ............................................................... 20 2.1.1.4 Sistema autor-data ........................................................ 21 2.1.1.5 Sistema numérico ......................................................... 22 2.1.1.6 Omissão em citações ................................................... 22 2.1.1.7 Incoerências ou incorreções em citação ....................... 23 2.1.1.8 Citação de citação ......................................................... 23 2.1.1.97 Discurso indireto ......................................................... 23 3 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS.............................................. 24 3.1 Glossário ............................................................................ 24 3.1.1 Modelo de glossário ....................................................... 24 3.2 Referências ....................................................................... 25 3.2.1 Exemplos de referências ................................................ 25 3.2.1.1 Exemplos de abreviaturas de meses .......................... 28 3.3 Bibliografia ......................................................................... 29 3.4 Apêndices .......................................................................... 29 3.5 Anexos ............................................................................... 29 4. EXEMPLOS DOS GÊNEROS TRABALHADOS ................ 29 4.1 RESUMO ........................................................................... 29 4.2 Resumo indicativo ............................................................. 29 4.3 Resumo informativo .......................................................... 29 4.4 Resumo indicativo e informativo ....................................... 29 4.5 Resumo crítico .................................................................. 30 4.6 Utilização .......................................................................... 30 4.6.1 Onde resumos devem ser utilizados? ........................... 30 4.6.2 Localização ................................................................... 30 4.6.3 Redação e estilo ............................................................ 30 4.6.3.1 Exemplo de resumo para trabalho acadêmico ........... 31 5 CARACTERÍSTICAS DO GÊNERO RESUMO PARA FINS DE ENSINO-APRENDIZAGEM ............................................ 31 5.1 Técnicas que facilitam a redação do resumo: sublinhar e esquematizar ......................................................................... 31 5.1.1 Como sublinhar? .......................................................... 31 5.1.2 Características do esquema......................................... 32 5.1.3 Como esquematizar?.................................................... 32 6 O GÊNERO RESENHA ACADÊMICA DO PONTO DE VISTA DA TEORIA DIALÓGICA DA LINGUAGEM BAKHTINIANA ...... 32 6.1 Resenha acadêmica ....................................................... 33 6.1.1 Características específicas .......................................... 33 6.1.2 Descrição esquemática das estratégias retóricas usadas no gênero resenha acadêmica................................ 34 6.1.3 Exemplos dos elementos da resenha acadêmica ...... 35 6.1.4 Exemplo de resenha acadêmica ................................ 35 7. O FICHAMENTO – APONTAMENTO ............................ 36 7.1 Conceito ....................................................................... 36 7.2 Objetivo ........................................................................ 36 7.3 Aspecto físico ............................................................... 36 7.4 Tipos de fichas segundo Salvador ............................... 38 7.5 Tipos de fichas segundo Parra Filho e Santos ............ 38 7.6 COMPOSIÇÃO.............................................................. 38 7.6.1 Referências Bibliográficas ......................................... 38 7.6.2 Corpo das fichas ........................................................ 38 7.6.2.1 Bibliografia .............................................................. 38 7.6.2.2 Apontamentos ........................................................ 38 7.6.2.3 Indicação das páginas ........................................... 38 7.7 PROCEDIMENTOS ...................................................... 38 7.7.1 Obedecer certa ordem na tomada dos apontamentos...... 38 7.7.2 Fazer coleta de dados segundo os objetivos propostos ... 38 7.73 Tomar apontamentos com sobriedade e reflexão ...... 38 7.9 CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS ......................... 39 7.9.1 Catalogação das fichas ............................................. 39 7.10 ORGANIZAÇÃO COMPOSICIONAL DAS FICHAS .. 39 7.10.1 Modelo de ficha de apontamento crítica ................. 40 8. RELATÓRIO ................................................................. 40 8.1 Organização composicional do relatório formal ........... 40 8.2 Capa ............................................................................. 40 8.2.1 Modelo de capa de relatório formal ........................... 41 8.3 Folha de rosto ............................................................... 42 8.3.1 Modelo de folha de rosto ........................................... 42 8.4 Sumário ........................................................................ 43 8.5 Listas de tabelas, ilustrações (mapas, fotos, gravuras), siglas, símbolos e abreviaturas .......................................... 43 8.6 Resumo ........................................................................ 43 8.7 TEXTO ......................................................................... 43 8.7.1 Introdução ................................................................. 43 8.7.2 Desenvolvimento ou organização composicional do relatório .............................................................................. 43 8.7.3 Conclusões ............................................................... 43 8.8 SEÇÃO DE REFERÊNCIAS ......................................... 44 8.8.1 Apêndices................................................................... 44 8.8.2 Anexos ....................................................................... 44 8.8.3 Glossário .................................................................... 44 8.8.4 Referências Bibliográficas .......................................... 44 8.8.5 Bibliografia ...................................................................44 8.8.6 Índice .......................................................................... 44 8.9 RELATÓRIO INFORMAL ...............................................45 9 SEMINÁRIO ..................................................................... 46 9.1 Modo prático com fins didáticos para apresentação de seminário ...................................................................... 46 9.1.1 Adotar uma técnica de trabalho em grupo ................. 46 10 ARTIGO CIENTÍFICO-ACADÊMICO ............................ 47 10.1 Elementos pré-textuais ............................................... 48 10.2 Elementos textuais/discursivos .................................. 48 10.3 Elementos pós-textuais ............................................... 49 10.4 Modelo de artigo científico-acadêmico ........................ 51 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................... 63
INTRODUÇÃO
Todo trabalho científico requer uma apresentação gráfica geral da sua organização e cada gênero tem suas especificidades, por isso, apresentaremos inicialmente, aspectos técnicos da produção textual científico-acadêmica, para então, apresentarmos individualmente cada gênero a ser trabalhado. Alguns autores e a própria ABNT subdividem esta organização em: a) elementos pré-textuais – capa, folha de rosto, sumário, lista de tabelas, ilustrações, abreviaturas e figuras, resumo, palavras-chave; b) elementos textuais/discursivos – introdução, desenvolvimento e conclusão; c) elementos de apoio ao texto: citações, notas de rodapé, ilustrações, tabelas, quadros, figuras e d) elementos pós-textuais – glossário, referências bibliográficas, apêndices e anexos. Entre esses elementos alguns são opcionais e outros fixos. Mostraremos alguns exemplos conceituais juntamente com a formatação e, em seguida, a organização composicional de cada gênero proposto no manual. Informamos que os nomes utilizados nos exemplos de capa, de folha de rosto etc. são fictícios (apenas nos documentos ilustrativos).
1 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO CIENTÍFICO
Segundo Bakhtin (2002) os gêneros são flexíveis, isto é, eles podem alterar o seu estilo dependendo do contexto sócio-histórico em que irão circular. Porém, alguns autores e a própria ABNT dividem estes elementos em: pré-textuais, textuais /discursivos e pós-textuais, conforme mencionamos anteriormente. Abaixo, apresentaremos um quadro desses elementos e, a seguir, seus conceitos e modelos. QUADRO 1: Organização composicional do texto científico-acadêmico ORGANIZAÇÃO COMPOSICIONAL ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS • capa • modelo de capa • folha de rosto • modelo de folha de rosto • sumário • modelo de sumário •lista de ilustrações, abreviaturas, siglas ou símbolos (opcional) • Modelo de lista de ilustrações (opcional) • Modelo de lista de símbolos (opcional) • resumo • modelo de resumo TEXTUAIS/DISCURSIVOS • introdução ou conteúdo temático • organização composicional e estilo (desenvolvimento) • considerações finais ou conclusão APOIO AO TEXTO • citações • citação direta • sistema autor-data • sistema numérico • omissão em citações • incoerência ou incorreções em citação • citação de citação • discurso indireto PÓS-TEXTUAIS • glossário (opcional) • modelo de glossário • referências •exemplos de referências e de meses abreviados • bibliografia • apêndices (opcional) • anexos (opcional)
1.1 ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS
1.1.1 Capa
CAPA – segundo a ABNT/NBR 14724, (2002, p. 3), é um “elemento obrigatório”’, Sobre o qual se imprimem as informações indispensáveis à sua identificação. Os elementos da capa devem ser apresentados na seguinte ordem: nome do autor, título, subtítulo (se houver), número do volume (se houver), local (cidade-UF) da instituição, ano de entrega. Tanto no nome do autor como no título, subtítulo se houver, e local a fonte deve ser 14, (Times New Roman ou Arial caixa alta) e o espacejamento 1,5. Somente no volume, se houver, a fonte deve ser 12 e deve-se abreviar como, no exemplo, a seguir.
Obs.: a capa não é numerada e também não é considerada na contagem total das páginas do trabalho. Lembro que os nomes utilizados nos nossos exemplos são fictícios.
1.1.1.1 Modelo de capa
MARIA SILVA PEDRO OLIVEIRA LARISSA PEREIRA
ADMINISTRAÇÃO GERAL E INDUSTRIAL SUBTÍTULO (SE HOUVER) Vol. 5
PALHOÇA – SC 20XX
1.1.2 Folha de rosto
FOLHA DE ROSTO – é um elemento obrigatório no trabalho acadêmico e consiste na folha que contém os elementos essenciais à identificação do trabalho: nome da instituição, da disciplina, do(s) autor(es), título, subtítulo (se houver), número do volume em algarismos arábicos (quando houver), nota indicando a natureza do trabalho (Relatório, TCC, Monografia etc.), objetivo (aprovação em disciplina, grau pretendido, área de concentração), nome do(s) orientador(es) ou professor da disciplina, local e ano da entrega. Todos os itens com exceção da natureza do trabalho (fonte 12 e espacejamento simples) devem ser em negrito, letra 14, Times New Roman ou Arial, espacejamento 1,5.
Obs.: a folha de rosto não é numerada, porém é a primeira página a ser considerada na contagem das folhas.
1.1.2.1 Modelo de folha de rosto
FACULDADE MUNICIPAL DE PALHOÇA – FMP
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO – CA
MARIA SILVA PEDRO OLIVEIRA LARISSA PEREIRA
ADMINISTRAÇÃO GERAL E INDUSTRIAL SUBTÍTULO (se houver)
Trabalho apresentado à disciplina de Redação Empresarial, ministrada pela professora Luzinete Carpin Niedzieluk, como requisito para validação da mesma.
PALHOÇA – SC 20XX
1.1.3 Sumário
SUMÁRIO – consiste na enumeração dos capítulos, seções ou partes do trabalho, na ordem em que aparecem nos textos. Deve ser apresentado em folha distinta, após a folha de rosto e não deve ser confundido com índice, que é a relação detalhada de assuntos, nomes de autores, locais geográficos e títulos, em ordem alfabética, que aparece no final do trabalho, remetendo e localizando as informações contidas no texto. No sumário você deve relacionar os títulos e subtítulos indicando a página em que constam no trabalho. Usar letra fonte 12, Times New Roman ou Arial, espacejamento 1,5.
1.1.3.1 Modelo de sumário
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ............................................................................ 2 2 REFERENCIAL TEÓRICO ......................................................... 3 2.1 Bakhtin e o letramento .......................................................... 6 2.1.1 Aspectos constitutivos dos gêneros ................................ 7 3 ORGANIZAÇÃO COMPOSICIONAL ......................................... 8 3.1 Conteúdo temático ................................................................. 9 3.1.1 Estilo .................................................................................... 10 4 ANÁLISE DO GÊNERO RESUMO ............................................. 11 4.1 Paráfrase do texto-base ......................................................... 12 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................ 13 6 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................... 14 7 ANEXOS ...................................................................................... 15
1.1.4 Lista de ilustrações (mapas, fotos, gravuras), siglas, símbolos ou abreviaturas.
LISTA DE ILUSTRAÇÕES – consiste na relação de tabelas, quadros e figuras que constam no trabalho acadêmico. Esta lista deve ser usada apenas quando a lista apresenta dois (2) itens, no mínimo. Deve ser apresentada em folha distinta, após o sumário. Deve apresentar o tipo de ilustração, seu indicativo numérico, o título e o número da página que contém a ilustração. Usar letra fonte 12, Times New Roman ou Arial (caixa alta), espacejamento 1,5.
1.1.4.1 Modelo de lista de ilustrações
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
TABELA 1 – GÊNEROS DO DISCURSO.................................................... 11 TABELA 2 – GÊNEROS PRIMÁRIOS ........................................................ 12 TABELA 3 – GÊNEROS SECUNDÁRIOS .................................................. 13 TABELA 4 – RESULTADOS DA COLETA ................................................. 14 MAPA 1 – SANTA CATARINA..................................................................... 16 GRÁFICO 1 – ORGANIZAÇÃO DAS CIDADES ......................................... 18
Obs.: As demais listas se constroem da mesma maneira. Substitui-se o título por lista de tabelas ou de símbolos ou de figuras. Sempre em caixa alta, letra fonte 12, Times New Roman ou Arial, espacejamento 1,5. Quando há apenas 1 ou 2 elementos não há necessidade de fazer esta lista. Este é um elemento opcional na construção do trabalho. Você também pode apresentar uma única lista de ilustrações desde que identifique o tipo de ilustração antes do número, conforme o exemplo acima. Nas listas de símbolos e abreviaturas não há necessidade de colocar número de página, conforme o exemplo a seguir.
1.1.4.2 Modelo de lista de símbolos
LISTA DE SÍMBOLOS
@ - ARROBA % - PORCENTAGEM B - BORO
1.1.5 Resumo
RESUMO – é uma apresentação sintética do trabalho acadêmico, destacando seus aspectos mais relevantes. Deve ser apresentado em folha distinta, em parágrafo único (bloco cheio) com, no máximo 250 palavras em monografias e relatórios, já em dissertações e teses deve ter no máximo 500 palavras. O resumo deve conter o(s) objetivo(s) do trabalho, sua justificativa, a teoria utilizada, a metodologia e as conclusões. Abaixo do resumo costuma-se colocar as palavras-chave do texto, que são as palavras mais relevantes do texto. Letra fonte 12, Times New Roman ou Arial e espacejamento simples.
1.1.5.1 Modelo de resumo
RESUMO
O presente estudo situa-se no domínio da Lingüística Aplicada, ensino-aprendizagem de língua materna, na área de produção textual escrita, a partir da noção de gêneros textuais, especificamente do gênero resenha acadêmica no ensino superior. Para fundamentá-lo, buscamos sustentação nos estudos lingüísticos de linha enunciativo-discursiva. A justificativa para este estudo nasceu da constatação de que os alunos ao chegarem à universidade não reconhecem textos nos gêneros científico-acadêmicos, conseqüentemente, não conseguem escrevê-los. Nosso objetivo foi aplicar a teoria dialógica da linguagem, proposta por Bakhtin e Volochinov (1999), ao ensino-aprendizagem do gênero resenha acadêmica, bem como à análise e descrição interpretativa dos aspectos do gênero – dimensão social e verbal – em vinte textos de alunos de primeira fase do curso de Pedagogia (Faculdade Municipal de Palhoça – grupo1) e em vinte textos de alunos de primeira fase do curso de Biblioteconomia (Universidade Federal de Santa Catarina – grupo 2). Seguindo essa vertente, elaboramos um projeto a partir dos pressupostos filosóficos bakhtinianos, e também nos apoiamos em conceitos propostos por Vygotsky (2000) no que diz respeito à concepção de ensino-aprendizagem, e o aplicamos apenas aos alunos do curso de Biblioteconomia. A partir disso, a pesquisa se propôs a promover ações de intervenção em relação ao “domínio” do gênero pelos alunos, especialmente, nos aspectos constitutivos (conteúdo temático, organização composicional e estilo). Os resultados indicam que são perceptíveis as contribuições dessa abordagem à aprendizagem dos alunos do ensino superior, pois na análise de dados observamos um contraste significativo nos dois grupos de textos. O grupo 2, que experienciou o processo, conseguiu fazer uso das dimensões social e verbal, das relações dialógicas do gênero através de seus traços constitutivos, enquanto que o grupo 1, que não passou pelo processo, utilizou em menor número esses elementos e em menor percentagem de textos. Os resultados comprovam desconhecimento parcial do gênero por parte desses alunos e corrobora a relevância da pesquisa. No que diz respeito à necessidade de se promover o acesso de alunos a gêneros secundários, em nosso caso, resenha acadêmica, cabe à instituição fazê-lo.
Palavras-chave: Lingüística Aplicada; resenha acadêmica; ensino-aprendizagem.
Fonte: NIEDZIELUK, Luzinete Carpin. Uma abordagem para o ensino-aprendizagem do gênero resenha acadêmica. Florianópolis, 2007. 232. f. Tese (Tese em Lingüística Aplicada) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.
Obs.: Este modelo de resumo é utilizado somente para teses, relatórios, dissertações e tccs. É digitado em bloco único e deve conter o tema da pesquisa, os objetivos – geral e específicos, a teoria utilizada, a metodologia e os resultados, conforme já mencionado. Este resumo é um gênero diferente do que irão encontrar neste manual mais à frente. O nosso objetivo, neste momento, para alunos recém-ingressantes, é mostrar como se faz o resumo para fins de ensino-aprendizagem, sintetizar os textos, encontrar as idéias relevantes e as palavras-chave que devem ser no mínimo três e separadas por ponto e vírgula (;).
2 ELEMENTOS TEXTUAIS/DISCURSIVOS
2.1 TEXTO
TEXTO – é a parte do trabalho em que se apresenta o tema e o seu desenvolvimento. Deve ser dividido em capítulos, seções ou subseções. Normalmente o texto consiste em: a) introdução: apresentação do tema, indicação os objetivos e finalidade do trabalho; b) organização composicional ou desenvolvimento: esclarecer de que ponto de vista é tratado o assunto, isto, é que teorias aplicará (revisão da literatura); mostrar no corpo do trabalho que metodologia utilizará (limitar-se a descrever os materiais utilizados no trabalho e as contribuições mais importantes já relatadas por outros autores, fazendo comparações, quando necessário, mostrando os dados analisados que devem constar no texto ou estar em anexo, e apresentá-los na seqüência lógica em que o trabalho foi conduzido); e apresentar a análise dos resultados, nela são relatadas de forma clara e precisa a interpretação dos dados analisados, sem enfoques pessoais, podendo ser acompanhados de tabelas, gráficos, quadros ou figuras com valores estatísticos e as discussões sobre os temas abordados ressaltando os aspectos que confirmem ou modifiquem as teorias estabelecidas. A palavra desenvolvimento não deve constar como título ou subtítulo do trabalho. c) conclusão: é uma síntese breve dos resultados e da discussão da interpretação dos resultados em relação ao que se avançou na pesquisa. Basear-se sempre nos dados utilizados na pesquisa em comparação com outros já existentes ou não. As conclusões devem estar todas fundamentadas na pesquisa. Usar letra fonte 12 Times New Roman ou Arial e espacejamento 1,5 no corpo do texto. Quanto as margens devem ser: margem esquerda e superior 3cm e margem direita e inferior 2 cm.
2.1.1 ELEMENTOS DE APOIO AO TEXTO
2.1.1.2 Citações
CITAÇÃO é o discurso de outrem dentro do texto do autor. Serve para ilustrar ou sustentar o assunto apresentado. Como inseri-lo no texto? Como gerenciar estas vozes? Há duas formas, através do discurso direto e do discurso indireto.
2.1.1.3 Discurso direto
Para Bakhtin e Volochinov (1999) o discurso direto é a enunciação de uma outra pessoa incorporada na comunicação social, é a transposição literal, palavra por palavra, da enunciação de outrem. Este discurso transmite a sua expressão separada da do autor por aspas. As fontes de que foram extraídas as citações são indicadas no texto pelo sistema autor-data ou pelo sistema numérico (no caso de artigos e livros, este sistema também é conhecido como notas de rodapé e devem ficar sempre no pé da página, entre aspas e com a referência completa). A citação de até 3 linhas é transcrita dentro do próprio parágrafo, entre aspas e com o mesmo tipo de letra do texto deste parágrafo. Caso a citação tenha mais de 3 linhas deve ser iniciada em nova linha, deixando-se uma linha em branco entre a citação e o parágrafo anterior e posterior do texto, a 4 cm da margem esquerda, deve ser de modo justificado, sem aspas e a letra deve ser menor do que a utilizada no texto (10) e o espaçamento diferente também (simples).
2.1.1.4 Sistema autor-data
O plurilingüísmo na teoria dialógica da linguagem é interpretado como “o discurso de outrem na linguagem de outrem” (BAKHTIN, 2002, p. 127, grifos do autor).
Segundo Bakhtin (2002, p. 127, grifos do autor) “o discurso de outrem na linguagem de outrem” é entendido como plurilingüísmo na teoria dialógica da linguagem.
Todo enunciado é um elo na cadeia da comunicação discursiva, vem a ser uma postura ativa do falante dentro de uma ou outra esfera de objetos e sentidos. Por isso, cada enunciado se caracteriza ante o todo por seu conteúdo determinado referente a objetos e sentidos (BAKHTIN, 2002, p. 274, tradução nossa).
Obs.: os exemplos acima são de autor-data e podem ocorrer no início da citação, conforme o segundo exemplo ou no final da citação conforme o primeiro e terceiro exemplos. As citações diretas também costumam iniciar pelo nome do autor, ano e verbo. Vejamos alguns exemplos: Brait (2002) apresenta/argumenta/postula/defende/coloca/afirma/ relata/ cita... Meurer (2001) no seu estudo se refere à Lingüística Sistêmico Funcional e a Análise do Discurso, descrevendo x e y...
Obs.: se quisermos dar ênfase a uma palavra ou a uma expressão do autor citado, podemos italicar ou negritar somente esta palavra ou expressão e escrever na citação (grifo nosso) em vez de (grifo do autor). Quando traduzimos a citação, como no exemplo acima, deve-se colocar (tradução nossa) ou (tradução minha) dependendo da pessoa em que esteja escrito o trabalho.
2.1.1.5 Sistema numérico
No sistema numérico, as citações ficam sempre em nota de rodapé de página e devem ser separadas do texto por uma linha, devem ser numeradas partindo do número 1 e em letra menor que a do texto. O próprio Word administrará a numeração e a posição da nota no pé da página.
2.1.1.6 Omissão em citações
É possível fazer omissão em citação quando não altera o sentido do texto. Esta é indicada pelo uso de reticências entre colchetes, [...], no início, no meio, ou no final do texto, conforme os exemplos, a seguir:
Omissão no início da citação. Exemplo:
Segundo Severino, (2002, p. 82, grifos do autor): “[...] documentação, refere-se à tomada de apontamentos durante a leitura de consulta e pesquisa”.
Omissão no meio da citação. Exemplo:
Segundo Severino, (2002, p. 82) “esses elementos tirados de várias fontes dão [...] a garantia de maior objetividade fundada no testemunho e na verificação de outros pensadores”.
Omissão no final da citação. Exemplo:
Na introdução, anuncia-se o que se pretende dizer; no corpo desenvolve-se a idéia anunciada; na conclusão, resume-se ou sintetiza-se [...] (SEVERINO, 2002, p. 85, grifos do autor).
2.1.1.7 Incoerências ou incorreções em citação
Quando nos textos citados aparecem erros ortográficos ou lógicos, estes devem ser indicados pelo vocábulo latino [sic] entre colchetes, que significa assim mesmo, isto é, estava assim mesmo no texto original. Exemplo:
[...] é revista a partir das noções de locutor/alocutário, enunciador(es) e audiência, o que envolve assumpção [sic] de papéis e perspectivas e multiplica os planos enunciativos [...] (ROJO, 1996, p. 288-289).
2.1.1.8 Citação de citação É a menção de uma parte de um documento que não se teve acesso, mas do qual se tomou conhecimento apenas por citação de outra pesquisa ou livro. Neste caso, deve usar-se a expressão apud ou citado por. Exemplo.
O relógio bate e é o dobre de finados de nossa felicidade. Ao mesmo tempo é a clarinada matinal para o fantasma que por tanto tempo nos intimidou. Ele voa. Desaparece. Estamos livres. Volta a antiga energia. Trabalharemos agora. Ai de nós, porém, é tarde demais! Poe (citado por CAPUTO, 1999, p. 50).
Obs.: recomendamos usar o mínimo as expressões citado por ou apud nos trabalhos acadêmicos, utilizar as fontes originais sempre que possível. As citações retiradas da Internet seguem as mesmas formas apresentadas acima; não esquecer de citá-las na lista de referências no final do trabalho.
2.1.1.9 Discurso indireto
O discurso indireto é uma paráfrase redigida pelo autor do trabalho com base em idéias de outro(s) autor(es). Deve traduzir fielmente o sentido do texto original. Ser escrito sem aspas e com o mesmo tipo e tamanho de letra utilizada no parágrafo do texto no qual está inserida. Conforme exemplos:
Uma crítica a esse respeito é feita por Brait (2002, p. 20) ... Isto está de acordo com o que foi citado por Rojo (1996, 1999)... Tal abordagem foi sugerida por Vygotsky (2002) e Bakhtin (2002) e seus conceitos foram estendidos por Niedzieluk (2007)... Entre várias características, Oliveira (1980) separou ... “Na redação acadêmica devemos ter uma imagem precisa de nosso interlocutor-alvo que provavelmente conhece o assunto e lerá o texto em busca de informação nova “ (MOTTA-ROTH, 2001).
Obs.: Tanto as notas de rodapé como a lista de ilustrações, tabelas, quadros, símbolos que também são considerados elementos de apoio ao texto, já foram apresentados acima.
3 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS
3.1 Glossário
Glossário – consiste em uma relação, em ordem alfabética, de palavras e expressões de uso restrito ou de sentido obscuro, acompanhadas das respectivas definições, com a finalidade de esclarecer ao leitor sobre o significado desses termos na teoria x ou na teoria y. Deve aparecer na organização do trabalho sempre depois do texto e antes das referências. Elemento opcional no texto.
3.1.1 Modelo e glossário
Figura 1 – MODELO DE GLOSSÁRIO
TERMOS DEFINIÇÃO LÍNGUA NACIONAL É a língua oficial dentro de um Estado (com a possibilidade de existirem várias, como na Bélgica ou na Suíça) . MULTILINGÜISMO Diz-se que um indivíduo é multilíngüe (bi, trilíngue...) se domina várias línguas, aprendidas enquanto maternas (há graus mo multilingüísmo, na medida em que a diferença de fato nem sempre é nítida entre a aprendizagem “natural” e a aprendizagem “escolar” de uma língua por uma criança). POÉTICA O termo “poética”, tal como nos foi transmitido pela tradição, designa, primeiramente, toda teoria interna da literatura. Em segundo lugar, aplica-se à escolha feita por um autor entre todos os possíveis (na ordem temática, da composição, do estilo etc.) literários: “a poética de Hugo”. Em terceiro lugar, refere-se aos códigos normativos constituídos por uma escola literária, conjunto de regras práticas cujo emprego se torna então obrigatório.
Obs.: termos retirados de Ducrot e Todorov (3. ed, 2001).
3.2 Referências
Referências – se constituem em uma lista ordenada dos documentos citados no trabalho acadêmico. É um conjunto padronizado de informações retiradas de um documento e que permitem a sua identificação no todo ou em parte. Estes documentos podem ser livros, capítulos de livros, partes retiradas de textos na Internet ou em periódicos etc. Cada tipo de documento tem uma forma específica de ser referenciado.
3.2.1 Exemplos de referências
LIVROS:
Um autor KLEIMAN, Ângela B. A formação do professor: perspectivas da lingüística aplicada. Campinas, SP: Mercado das Letras, 2001.
Dois autores KASPER, Gean; KELLERMAN, Ernest. Communication strategies: psycholinguistic and sociolinguistic perspectives. Essex: Addison Wesley Longman, 1996.
Três autores Mencionam-se todos os três na ordem em que aparecem no documento. FLÔRES, Lúcia L.; OLÍMPIO, Lúcia M.N.; CANCELIER, Natália L. Redação: o texto técnico e o texto literário. Florianópolis: Ed. da UFSC, 1992.
Obs.: quando há 2 ou 3 autores todos os sobrenomes são grafados com letra maiúsculas e os nomes devem vir separados por ponto e vírgula na referência. Quando no corpo do texto apenas a primeira letra do sobrenome em maiúsculas e separados por vírgula e a letra e. Exemplo: Segundo Flores, Olímpio e Cancelier (1992, p. 21)...
Quando há mais de três autores Menciona-se apenas o primeiro seguido da expressão et al., que significa e outros (as)
DOLZ, Joaquim et al. Gêneros orais e escritos na escola. Campinas, SP: Mercado das Letras, 2004.
CAPÍTULO DE LIVROS
Com autoria específica: Modelo: Autor. Título. Local de publicação: Editora, Ano. Localização da parte referenciada (p. 21-23). FREEMAN, D. Redefining the relationship between research and what teachers know. Cambridge: Cambridge University Press, 1996. p. 88-115.
Com autoria própria: Autor(es) da parte referenciada. Título da parte. In: Autor da obra. Título da obra. Tradução se tiver, edição se houver, Local: Editora, ano, página inicial-final da parte. BAKHTIN, Mikhail; VOLOCHINOV, V. N. A interação verbal. In: Marxismo e filosofia da linguagem. Trad. Michel Lahud e Yara F. Vieira. 9. ed. São Paulo: Hucitec, 1999.
ARTIGO EM PERIÓDICO
Com autor Autor do artigo. Título do artigo. Título da revista, local de publicação, número do volume, número do fascículo, se houver, página inicial-final do artigo, data.
JENSEN, Jean B. A investigação de formas de tratamento e a telenovela: a escalada, parte 1. Revista Brasileira de Lingüística, Petrópolis, v. 4, n. 2, p. 43-73, 1977.
Sem autor Título do artigo. Título da revista, local de publicação: órgão responsável, número do volume, número do fascículo, página inicial-final do artigo, data.
Metodologia do índice nacional de preços ao consumidor – INPC. Revista Brasileira de Estatística. Rio de Janeiro: IBGE, v. 41, n. 162, p. 323-330, abr./jun. 1990.
Obs.: Às vezes não encontramos todos os elementos citados acima no artigo, então se deve referenciar o que o periódico traz (apenas o volume (v.) ou apenas o número do fascículo (n.)
ANAIS
Sem autor: Nome do evento em caixa alta, número do evento, ano de realização, local. Título. A palavra Anais em itálico ou negrito seguida de reticências... Local: Editora, ano de publicação. Número de páginas ou volume.
CONGRESSO INTERNACIONAL DE LITERATURA, 4., 2001, São Paulo; CONGRESSO INTERNACIONAL DE LITERATURA INFANTIL, 2001, São Paulo. Anais... São Paulo: Ática, 2001
Com autor: PAIVA, Vera. A sala de aula tradicional X a sala de aula virtual. In: Congresso da Associação de Professores de Língua Inglesa do Estado de Minas Gerais, 3, 2001, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte: APLIEMGE, 2001. p. 129-145.
CARMAGNANI, Ana. Individualised instruction; reporting an experience. In: National BRAZ-TESOL Convention, 3. 1994, São Paulo. Proceedings... São Paulo: BRAZ-TESOL, 1994. p. 236-243.
RELATÓRIOS
Nome da instituição. Título do Relatório. Local de publicação, ano.
Biblioteca Nacional [Brasil]. Relatório interdisciplinar, 2007. Rio de Janeiro, 2008.
DISSERTAÇÃO E TESES
Autor. Título. Local de publicação, Ano. Número de folhas. Tese, Dissertação ou monografia (grau e área). Unidade de ensino, Instituição.
NIEDZIELUK, Luzinete Carpin. Discurso Jornalístico. Uma abordagem cognitiva em sala de aula. 2001. 161. f. Dissertação (Mestrado em Lingüística Aplicada) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.
DALACORTE, Maria. A participação dos aprendizes na interação em sala de aula de inglês: um estudo de caso. 1999. 221 f. Tese (Doutorado em Lingüística Aplicada ao Ensino de Línguas Estrangeiras) - Faculdade de Letras, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte.
DOCUMENTOS ELETRÔNICOS
Autoria. Título. Referência completa (se publicado). Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: data (dia, mês, ano).
GRADDOL, David. (Ed.). Applied Linguistics for the 21st Century. AILA Review 14. Catchline/AILA 2001. Disponível em: <http://www.aila.soton.ac.uk/pdfs/Aila14.pdf>. Acesso em: 01 jan. 2006.
SOUZA, Raul. O “chat” em língua inglesa: Interações na fronteira da oralidade e da escrita. 2000. 154 f.. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Estudos Lingüísticos) - Faculdade de Letras, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1983. Disponível em: <http://www.letras.ufmg.br/vera/ricardo.htm>. Acesso em: 01 maio 2006.
Para os demais documentos recomendamos consultar a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) seguindo as normas brasileiras que são enumeradas para cada tipo de documento a ser referenciado NBR 6023, 6033, 6034, 10520 e 14724 (2002).
3.2.1.1 Exemplos de abreviaturas de meses
Os meses devem ser abreviados nas referências segundo o modelo a seguir:
Janeiro jan. Fevereiro fev. Março mar. Abril abr. Maio Maio Junho jun. Julho jul. Agosto ago. Setembro set. Outubro out. Novembro nov. Dezembro dez.
3.3 Bibliografia
São as referências dos documentos que estão citados na bibliografia, mas que não aparecem no desenvolvimento do corpo do trabalho.
3.4 Apêndices
São elementos auxiliares elaborados pelo próprio autor do trabalho com a finalidade de complementar sua argumentação. É um elemento opcional no trabalho científico. Podem ser entrevistas, gráficos, tabelas, questionários, organogramas, mapas etc.
3.5 Anexos
São documentos não elaborados pelo autor, que fundamentam, comprovam ou ilustram o texto apresentado. Podem ser textos de outros autores, leis, estatutos, gravuras, etc. Os apêndices devem aparecer após as referências, e os anexos, após os apêndices, devem constar em folhas próprias e ambos devem estar presentes no sumário do trabalho. Elemento opcional no trabalho.
4 EXEMPLOS DOS GÊNEROS TRABALHADOS
RESUMOS ABNT – NBR 6028 (maio 2002)
4.1 Resumo „± apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto.
4.2 Resumo indicativo „± Indica apenas os pontos principais do texto, não apresentando dados qualitativos, quantitativos, etc. É perfeitamente adequado à literatura de prospectos (catálogo de editoras e livrarias, etc.).
4.3 Resumo informativo „± informa suficientemente ao leitor, para que este possa decidir sobre a conveniência da leitura do texto inteiro. Expõe finalidades, metodologia, resultados e conclusões.
4.4 Resumo informativo/indicativo „± combinação dos tipos citados em 4.2 e 4.3.
4.5 Resumo crítico (1) „± resumo redigido por especialistas com análise interpretativa de um documento. Não é objetivo desta Norma.
(1) Também chamado recensão e resenha.
4.6 Utilização
O resumo visa fornecer elementos capazes de permitir ao leitor decidir sobre a necessidade de consulta ao texto original e/ou transmitir informações de caráter complementar.
4.6.1 Onde utilizar resumos? a) documentação primária específica (artigos e outras partes de revistas, relatórios, teses, monografias, atas de congressos e patentes); b) documentação secundária (publicações de indexação e análise, prospectos e catálogos de editoras e livrarias); c) bases de dados bibliográficos.
4.6.2 Localização
O resumo deve ser colocado: a) precedendo o texto na língua original; b) após o texto na língua de tradução; c) independente do texto em revistas de análise, em seções especiais de periódicos, precedido da respectiva bibliografia (ver NBR 6028).
4.6.3 Redação e estilo
Redação O resumo deve ressaltar o objetivo, o método, os resultados e as conclusões do trabalho. A ordem e a extensão destes itens dependem do tipo do resumo (informativo ou indicativo) e do tratamento que cada item recebe no trabalho original. (...)
Estilo O resumo deve ser composto de uma seqüência coerente de frases concisas e não de uma enumeração de tópicos. 4.6.3.1 Exemplo de resumo para trabalho acadêmico (dissertações, teses, tccs...)
RESUMO Esta pesquisa objetiva investigar como os produtores de notícia se utilizam da linguagem, em especial, das marcas lingüísticas (recursos produzidos pelos macrofenômenos, estrutura temática e esquemática global do texto/discurso, sua macroestrutura) observando como se dá o nível informativo (van Dijk, 1990) e o Princípio da Relevância (van Dijk, 1990 e Sperber & Wilson, 1995) na organização global do gênero discursivo. Adotaremos a concepção de linguagem como forma de interação para nossa prática pedagógica, como proposta por Bakhtin na década de 30 e retomada por Geraldi, 1985. As pesquisas em conhecimento sobre gêneros se firmaram a partir dos estudos de Kintsch & van Dijk (1983) e van Dijk (1989, 1990), através do conceito de superestrutura textual correspondente a um esquema cognitivo – trabalhamos, em sala de aula, com esse esquema denominado de Teoria da Superestrutura que faz parte do Modelo Cognitivo de Compreensão e Produção do Discurso, possibilitando aos alunos o reconhecimento e a compreensão das categorias textuais específicas implicadas na notícia que se constitui no carro chefe de todo jornalista. Dessa forma, contribuímos para ampliar a competência tanto lingüística quanto discursiva desses sujeitos. Para análise do corpus trabalhamos com os seguintes autores Kintsch & van Dijk, 1983; van Dijk, 1990, 1989, 1996; Sperber & Wilson, 1995; Lage, 1981, 1981, 1993, 1998a, 1998b, e Erbolato, 1985.
Fonte: NIEDZIELUK, Luzinete Carpin. Discurso Jornalístico. Uma abordagem cognitiva em sala de aula. Florianópolis, 2001. 161 f. Dissertação (Dissertação em Lingüística Aplicada) – Universidade Federal de santa Catarina, Florianópolis.
5 CARACTERÍSTICAS DO GÊNERO RESUMO PARA FINS DE ENSINO-APRENDIZAGEM
• Apresentar, de forma sucinta, o assunto da obra, texto, artigo, etc. • Ser seletivo e não mera repetição de todas as idéias do autor. • Evitar transcrições de frases do original e utilizar as próprias palavras de quem fez o resumo; quando citar as do autor, deve apresentá-las entre aspas. • Respeitar a ordem da idéias e fatos apresentados. • Empregar linguagem clara, objetiva, e econômica. • Ser precedido de referência bibliográfica .
5.1 Técnicas que facilitam a redação do resumo: sublinhar e esquematizar
5.1.1 Como sublinhar? • Proceder à leitura do texto para um exame do todo, esclarecimentos de vocabulários etc. • Fazer a identificação das idéias centrais do texto. Questionar o texto: De que trata? Como o autor escreveu? • Em uma releitura, devem-se procurar as palavras-chave, as idéias e pormenores mais importantes, essenciais. Nesta fase, já se pode sublinhar. • ler o que foi sublinhado para verificar se há sentido, ao mesmo tempo em que faz a comparação com o texto original.
5.1.2 Características do esquema • Fidelidade ao texto. Deve apresentar as idéias do autor, sem alteração, mesmo usando-se as próprias palavras para reproduzir as do autor. • Apresentar estrutura lógica. Deve representar relações entre a idéia principal e os detalhes mais importantes. • Deve ser flexível e funcional. Assunto mais profundo com mais informações, assunto mais simples menos informações.
5.1.3 Como esquematizar? • Partir do título e subtítulos que vão funcionar como guias e indicadores. • Colocar os títulos mais gerais em uma margem e os subtítulos e divisões em colunas subseqüentes. • Adotar o sistema de chaves, colchetes, colunas, para divisões sucessivas. • Utilizar o sistema de numeração progressiva (1, 1.1, 1.2, 1.2.1. 2, 2.1...).
6 O GÊNERO RESENHA ACADÊMICA DO PONTO DE VISTA DA TEORIA DIALÓGICA DA LINGUAGEM BAKHTINIANA Luzinete Carpin NIEDZIELUK
Todo texto/enunciado surge como resposta a outros, é um elo na cadeia dos atos de fala/ comunicação discursiva, portanto não pode ser nem o primeiro nem o último e, em seu horizonte estão os enunciados que o seguem porque o discurso é dialógico, é dirigido ao outro participante da interação verbal, e conta com a compreensão ativa do ouvinte/participante (BAKHTIN, 2002).
Situação de produção do enunciado: Lugar social (sociedade, esfera cultural, tempo histórico - espaço e tempo (onde e quando?). Locutor/enunciador/autor: – interlocutor/destinatário – (relações hierárquicas, relações interpessoais, relações de poder e dominação, etc.). Intenção/ideologia que perpassa. Finalidades da interação (intenção comunicativa do enunciador). Devemos levar em conta o lugar de geração do enunciado e avaliação social realizada pelo sujeito que o produziu.
REFLETIR SOBRE: Em que periódico a resenha será publicada? Quem é o autor da resenha e quem é o autor do texto resenhado? O texto resenhado é sobre que assunto? Qual o tipo de leitor suposto do periódico? Qual o objetivo maior deste periódico e o posicionamento ideológico mais geral deste periódico? Quando a resenha foi publicada? Qual o objetivo desse texto (resenha)? É possível resenhar de forma neutra? Qual a finalidade das resenhas? Por que a resenha adquiriu essa forma padronizada?
Cada gênero representa um contexto social determinado que supõe uma capacidade de ação do interlocutor para seu uso efetivo e eficaz, em que o gênero é estruturado discursivamente, e em diferentes esferas socioinstitucionais (cotidiano, escola, igreja, mídia, etc.).
6.1 RESENHA ACADÊMICA É um gênero acadêmico cuja finalidade é avaliar – elogiar ou criticar – o resultado da produção intelectual em uma área do saber, publicada em um livro atual (recém lançado). A resenha é um texto cujo autor se volta para análise de um livro de outro autor.
6.1.2 CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS Na ciência, normalmente em cima de livro de conteúdo científico. É avaliado sob o ponto de vista da ciência naquela disciplina. Caráter efêmero da escritura – no caso de resenha jornalística; “a resenha é escrita de um dia para outro sobre um assunto que também existe de um dia para outro” (FARACO & TEZZA, 2001, p. 244).
I – Situação social de produção de uma resenha. a) Leitores: pesquisadores, estudantes (graduandos, mestrandos, doutorandos), professores etc. b) Autor: resenhador (especialista - pesquisador, professor, aluno – conhecimento no assunto e na área) c) Objeto da resenha: tema da resenha (fala sobre o quê?) Acento de valor, autoria. d) Objetivo do resenhador: informar criticamente sobre o livro, tanto os aspectos positivos como os negativos (se é recomendável ou não e por quê?). e) Objetivo do leitor: buscar informação nova na sua área. f) Suporte material da resenha: periódicos impressos e online. g) Tipos de periódicos: científicos.
II – Objeto da resenha. Conteúdo de um livro recém-publicado. Publicação de conhecimentos recentes de uma determinada área.
III – Organização composicional textual e estilo da resenha. Algumas características textuais e lingüísticas.
a) Organização geral do texto: na maioria das vezes: Apresentar>Descrever>Avaliar>Recomendar o livro. b) Linguagem: densamente avaliativa (relação valorativa), às vezes, inclui exemplos ou excertos do livro para ilustrar críticas ou elogios. Escolha lexical: termos da área. c) O gênero é avaliativo (centrado em uma opinião – apresenta argumentos) e informativo (o crítico parte do princípio de que o leitor ainda não leu o livro). É preciso ter elementos informativos básicos que situem e facilitem sua compreensão. Nesse sentido, a resenha é também um serviço ao leitor, uma informação. d) Escolha lexical: apropriada com precisão.
Lembre-se: a crítica tanto pode ser a favor como contra. Criticar não é só “falar mal” – criticar, no sentido que aqui nos interessa, é avaliar, dar uma opinião a respeito.
6.1.3 – Descrição esquemática das estratégias retóricas usadas no gênero resenha acadêmica
1 APRESENTAR O LIVRO Passo 1 Informar o tópico geral do livro e/ou Passo 2 Definir a audiência-alvo e/ou Passo 3 Dar referências sobre o autor e/ou Passo 4 Fazer generalizações e/ou Passo 5 Inserir o livro na disciplina e/ou
2 DESCREVER O LIVRO Passo 6 Dar uma visão geral da organização do livro e/ou Passo 7 Estabelecer o tópico de cada capítulo e/ou Passo 8 Citar material extra-textual 3 AVALIAR PARTES DO LIVRO Passo 9 Realçar pontos específicos
4 (NÃO) RECOMENDAR O LIVRO Passo 10A Desqualificar/Recomendar o livro ou Passo 10B Recomendar o livro apesar das falhas indicadas
Fonte: MOTTA-ROTH, Désirée. (Org.). Redação Acadêmica: princípios básicos. Santa Maria: Imprensa Universitária, 2001.
6.1.4 Exemplo dos elementos da resenha acadêmica
FAYOL, Henri. Administração Geral e Industrial: previsão, organização, comando, coordenação, controle. 10 ed. São Paulo: Atlas, 1994.
INTRODUÇÃO O autor é graduado em ... (Apresentar o autor, contextualizar o livro, seus objetivos e a metodologia utilizada pelo autor).
DESCRIÇÃO DO ASSUNTO Descrever como se estrutura a obra (sumário da obra) e apresentar e informar os conceitos e idéias mais importantes apresentadas em cada parte do livro.
APRECIAÇÃO CRÍTICA Levar em conta a opinião do autor do livro e compará-la com outros autores da comunidade científica.
RECOMENDAÇÕES FINAIS Apresentar reflexões e constatações decorrentes do desenvolvimento do trabalho.
REFERÊNCIAS – dos autores que utilizaram na crítica. ANEXOS – só quando estritamente necessário.
6.1.4 Exemplo de resenha acadêmica
Obs.: o texto da resenha deve ser único sem divisões. As divisões são os próprios parágrafos que introduzem temas diferentes. Observem o exemplo:
BELO, André. História & Livro e Leitura. Belo Horizonte. Autêntica 2002. Resenhado por: Carol Castro (Biblioteconomia – UFSC)
O livro é uma das fontes mais ricas de que o historiador dispõe, nele encontramos idéias do seu autor, as marcas do lugar social de onde escreveu, os indícios da produção e da venda da obra, a materialidade e a espiritualidade do livro. Alargando o seu âmbito, a história do livro estende-se hoje a toda comunicação escrita, abrangendo jornais, revistas, textos e imagens, obras impressas e manuscritas [...] A história do livro e da leitura torna-se também uma história sócio-cultural. É dentro desse contexto que se encontram incessantes perguntas: Qual a abrangência da história do livro e da leitura? Como terá sido quando Gutemberg criou a imprensa e qual sua real importância? Resistirá o livro à Internet e aos apelos da leitura fácil e distanciada? Todos estes questionamentos e muitas outras dúvidas, a respeito do assunto, são esclarecidos na obra de André Belo, pesquisador e especialista da área. O livro é dividido em três capítulos e estes esquematizados em tópicos. O autor, na apresentação, principia o livro com uma sinapse da produção do mesmo, do autor ao leitor, desde a sua escrita até a venda. No primeiro capítulo, Belo retrata o interesse que se desenvolveu a respeito da pesquisa sobre a história do livro, fala da revolução que o computador ocasionou no processo de criação do livro e do receio sobre o futuro do impresso provocado pelo surgimento da leitura digital. A seguir é tratada a questão da revolução nos meios de comunicação originada pelo impacto da invenção da tipografia, reflete sobre a evolução dos modos de ler, tendo como referência o manuscrito, ligado à oralidade e o impresso, associado à leitura silenciosa. Belo apresenta exemplos dos diversos tipos de suporte para a escrita existente, desde os pergaminhos até o impresso, formatos que obrigam diferentes formas de postura corporal, de organizar o texto, que segundo o autor “com o formato digital será igual, porque a palavra ‘livro’ designa um suporte de texto e sua forma vem mudando desde o passado e assim continuará no futuro” (BELO, 2002). No segundo capítulo, Belo vai se ater à definição da história e da leitura, área interdisciplinar segundo ele e os autores que contribuem com conceitos, “Essa história compreende a comunicação e todos os processos culturais e literários que os textos afetam mais do que o livro como objeto material” (BELO, 2002). Fala da criação de bibliografias, da relação entre o livro e a sociedade e dos estudos quantitativos e qualitativos dos livros. O autor mostra a existência da variabilidade, histórica e social, da figura do leitor, devido aos efeitos causados pela escrita e a relação entre os leitores e o ambiente cultural. Nos tópicos finais é feito um “regresso” ao livro, estudando os aspectos físicos do livro, com a idéia de que “a forma afeta o sentido” e fala-se da difusão social do escrito. No capítulo final, Belo retoma alguns assuntos dos capítulos anteriores, dando ênfase à interdisciplinaridade do assunto e abrangendo a história do livro falando da produção, disseminação e recepção, o autor ainda faz uma passagem da história do livro a história da edição, citando a necessidade de se modificar o âmbito geográfico estudado, principalmente por causa da negligência a respeito dos textos de outras regiões, como a escrita oriental, mostra também a importância dos outros suportes, como os periódicos e folhetos e a comunicação manuscrita. Para finalizar, Belo defende a idéia que a relação entre o impresso e o digital deve ser vista por suas utilizações e não pelos objetos em si, ele assegura que o computador e os arquivos digitais são os mais recentes objetos do historiador do livro e da leitura. O livro tem uma excelente apresentação gráfica, a bibliografia de todos os capítulos é rica, tendendo a ser recente, sem ignorar os clássicos e apoiando-se em importantes livros que tratam de pesquisas da área. A obra como um todo é um instrumento valioso, no que concerne à história do livro e da leitura, certamente didática e de leitura relevante para bibliotecários, educadores e para quantos estudam a leitura e a escrita, como instrumentos úteis ao ensino e a pesquisa, acredito que esta obra contribui substancialmente para aprofundar nossos conhecimentos.
Fonte: NIEDZIELUK, Luzinete Carpin. Uma abordagem para o ensino-aprendizagem do gênero resenha acadêmica. Florianópolis, 2007. 232. f. Tese (Tese em Lingüística Aplicada) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis
7 FICHAMENTO – APONTAMENTO Luzinete Carpin NIEDZIELUK
7.1 Conceito „± é o ato de transcrever apontamentos, anotações em fichas ou folhas avulsas para fins de estudo ou pesquisa. Foi usado, inicialmente, pelo Abade Rozier, da Academia Francesa de Ciências, no século XVIII. 7.2 Objetivo „± otimizar a leitura na pesquisa científica. 7.3 Aspecto físico „± tipo grande 12,5cm x 20cm, médio 10cm x 20cm ou pequeno 7,5cm x 12,5cm.
7.4 TIPOS DE FICHAS SEGUNDO SALVADOR (1982):
• Ficha bibliográfica „± anotar apenas referências bibliográficas. • Ficha de apontamentos crítica „± anotar as referências bibliográficas e a exposição de idéias, hipóteses, doutrinas, cópia de textos, observações críticas.
Um bom apontamento é tão preciso que não deixa dúvida sobre seu significado (SALVADOR, 1982, p. 110). A qualidade e a seleção dos apontamentos dependem dos objetivos da pesquisa a ser realizada. Evite tomar notas de frases soltas, por mais brilhantes que elas sejam. Separe com clareza o material citado das anotações pessoais.
7.5 TIPOS DE FICHAS SEGUNDO PARRA FILHO E SANTOS (2003):
• ficha de resumo; síntese bem clara e concisa do conteúdo
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